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[Resenha]; CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. 5 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. p. 77-87. (A era da informação: economia, sociedade e cultura; v.2) <<

Bastante antigo é o debate na sociologia urbana sobre a questão do desaparecimento da comunidade, atribuído à urbanização e depois à suburbanização. Pesquisas refutando essa possibilidade afirmam que as pessoas se socializam/interagem/interferem em seu ambiente local: há uma resistência à individualização/atomização, gerando assim, agregação a organizações/entidades/ grupos comunitários urbanos, despertando uma identidade cultural, na (e da) comunidade. Castells sugere três conjuntos de metas principais para os movimentos urbanos: necessidades urbanas de condições de vida e consumo coletivo; afirmação da identidade cultural local; conquista da autonomia política local e participação na qualidade de cidadãos. Esses movimentos produziram significado e identidade, pela própria dificuldade e necessidade de sua criação e manutenção. Diante de um mundo regido pelo modus vivendi global (identidade legitimadora), os movimentos urbanos (identidade de resistência) são o que ainda ficou da resistência (que antes era bandeira dos fracassados movimentos e políticas pró-ativas) às exacerbações do capitalismo, estatismo e informacionalismo: a busca por “estados de bem-estar social”, que não são subsidiados pelo Estado. Essa resistência local surgiu do auto-reconhecimento da comunidade e gerou uma organização autônoma, que lida diretamente com redes de solidariedade e reciprocidade, sendo em grande parte, ONGs. A (re)construção dessa identidade comunal é um tipo de ação defesiva em relação à “desordem” e transformação globais. Mas Castells alerta que: “elas constroem abrigos, mas não paraísos”. Os movimentos urbanos e locais são alternativas para os excluídos ou resistentes a esse sistema global de identidade: as “comunas culturais” representam uma reação às tendências sociais predominantes, defendendo “fontes autônomas de significado”. É importante salientar que uma etnia não necessariamente irá gerar algum tipo de comuna, e que estas não são criadas arbitrariamente, mas de acordo com contextos históricos, geográficos, lingüísticos e ambientais diversos, provavelmente também adversos.Por: Carol

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