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[Resenha] Identidade, valores e mudanças

WALTER, Maria Tereza Machado. Identidade, valores e mudanças: o poder da identidade profissional. Os bibliotecários subsistem na era da informação? Em questão, Porto Alegre, v. 10, n. 2, p. 287-299, jul./dez, 2004.

Este artigo destaca como a identidade profissional do bibliotecário vem sobrevivendo na era da informação. A identidade é algo de reservado ao sujeito individual que é composto de sentimentos, valores, competências, desejos. Cada individuo está dentro de uma comunidade ou grupo de pessoas, que apresenta uma identidade coletiva considerada um processo complexo pela diversidades de identidades que podem compor esta. Em plena era da informação a identidade profissional dos bibliotecários para a sociedade ainda está em construção de valores, sendo difusa de contornos modificados lentamente. Percebe-se que através das novas tecnologias da informação e comunicação fragmentaram a identidade do individuo, neste caso, vários segmentos profissionais mudaram suas posturas de agir e de interagir, uma revolução da identidade profissionais. Os profissionais da informação não fogem da regra, bibliotecário perdem áreas de atuações em setores da indústria, empresas, ensino para por exemplo pós-graduados em ciências da informação que tem as mesmas competências e habilidades.

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[Resenha] Estudo de usuario e necessidade de informação

OHIRA, Maria Lourdes Blatt. Estudo de usuário e necessidade de informação: das abordagens tradicionais as abordagens alternativas. São Paulo: a autora, 1997.

Artigo baseado a partir da tese de doutorado de Sueli Mara Soares Pinto, intitulado “Redes eletrônicas e necessidades de informação: abordagem sense-marketing para estudo do comportamento de usuários do instituto de Física da USP”. A autora destaca a evolução do estudo do usuário que surgiu com maior freqüência na metade da década de 1940. Essa fase se caracteriza pela preocupação quanto ao uso da informação. A segunda fase busca estudar o uso da informação dirigidos a grupos específicos de usuários. A terceira fase estuda o comportamento do usuário ligando a Ciência da Informação e a Teoria dos Sistemas. A Quarta fase estudos centrados na satisfação do usuário e na sua educação. A quinta fase é marcada pelos estudos para o planejamento de serviços que atendam as necessidades de informação do usuário. Diante deste evolução do estudo do usuário a autora apresenta alguns problemas críticos e gerais nestes estudos como: a falta de uniformidade conceitual nas pesquisas; ausência de metodologias especificas, abrangentes e com rigor científico. O estudo do usuário pode divergir em duas vertentes: a) abordagem tradicional – estudos direcionados sob a ótica do sistema de informação; b) abordagem alternativa – direcionada sob a ótica do usuário. Dentre a abordagem alternativa está o método sense-making que bastante elucidativo serve para mapear necessidade de informação sob a ótica do usuário. Este método esta baseado na ciência cognitiva, constrangimento das ciências tradicionais e alternativas, teoria critica, terapia psicológica e teorias da comunicação. O sense-making pode ser bem explicado pela metáfora de Dervin, onde um individuo em certa situação (busca e uso da informação) deparasse com uma lacuna ou abismo (problemática na busca), então precisa de uma estratégia que leve até o uso concreto da informação, assim chegar ao ciclo de experiência. Em síntese essa metáfora corresponde ao ciclo de experiência do individuo que passa pela situação-lacuna-uso. A autora finaliza que na verdade os profissionais devem mudar sua visão da natureza de seus serviços mas observar quem usa seus serviços, com que freqüência utilizam e como o sistema de informação ajudam os usuários.

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[Resenha]; CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. 5 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. p. 77-87. (A era da informação: economia, sociedade e cultura; v.2) <<

Bastante antigo é o debate na sociologia urbana sobre a questão do desaparecimento da comunidade, atribuído à urbanização e depois à suburbanização. Pesquisas refutando essa possibilidade afirmam que as pessoas se socializam/interagem/interferem em seu ambiente local: há uma resistência à individualização/atomização, gerando assim, agregação a organizações/entidades/ grupos comunitários urbanos, despertando uma identidade cultural, na (e da) comunidade. Castells sugere três conjuntos de metas principais para os movimentos urbanos: necessidades urbanas de condições de vida e consumo coletivo; afirmação da identidade cultural local; conquista da autonomia política local e participação na qualidade de cidadãos. Esses movimentos produziram significado e identidade, pela própria dificuldade e necessidade de sua criação e manutenção. Diante de um mundo regido pelo modus vivendi global (identidade legitimadora), os movimentos urbanos (identidade de resistência) são o que ainda ficou da resistência (que antes era bandeira dos fracassados movimentos e políticas pró-ativas) às exacerbações do capitalismo, estatismo e informacionalismo: a busca por “estados de bem-estar social”, que não são subsidiados pelo Estado. Essa resistência local surgiu do auto-reconhecimento da comunidade e gerou uma organização autônoma, que lida diretamente com redes de solidariedade e reciprocidade, sendo em grande parte, ONGs. A (re)construção dessa identidade comunal é um tipo de ação defesiva em relação à “desordem” e transformação globais. Mas Castells alerta que: “elas constroem abrigos, mas não paraísos”. Os movimentos urbanos e locais são alternativas para os excluídos ou resistentes a esse sistema global de identidade: as “comunas culturais” representam uma reação às tendências sociais predominantes, defendendo “fontes autônomas de significado”. É importante salientar que uma etnia não necessariamente irá gerar algum tipo de comuna, e que estas não são criadas arbitrariamente, mas de acordo com contextos históricos, geográficos, lingüísticos e ambientais diversos, provavelmente também adversos.Por: Carol

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CASTELL, Manuel. O poder da identidade. 5. ed. São Paulo: Paz e terra, 1999. (A era da informação: economia, sociedade e cultura; v. 2)

Neste capitulo do livro de Castells, o poder da identidade, expressa como a sociedade vem perdendo sua identidade coletiva, tendo como exemplo o racismo nos Estados Unidos na década de 1990. Para romper essas barreiras e trazer o bem estar para essa sociedade o autor propõe a criação de uma identidade cultural. Diante do debate do desaparecimento da comunidade, encontra resistencia pela socialização e integração pelas comunidades locais, que se caracterizam pela forte identidade territorial. Acrescentado que “é necessário um processo de mobilização social, isto é, as pessoas precisam participar de movimentos urbanos[...], pelos quais são revelados e defendidos interesses em comum”(CASTELL, 1999). Para se chegar nesta perspectiva deve-se a três conjuntos de metas: a) necessidades urbanas de condição a vida e consumo coletivo; b) afirmação da identidade cultural local; c)conquista de autonomia política local e participação na qualidade de cidadão. Para estas comunidades depois das conquistas e produção de significados, a memória coletiva da comunidade representa a importância de lembranças dos movimentos em uma determinada comunidade, mesmo depois de seu periodo de duração. Na atualidade, o autor divide os movimentos urbanos em 4 grandes grupos que podemos contextualizar com a realidade da cidade do Recife: 1- Orçamento participativo, onde o governo local atua, direta ou indiretamente num sistema diversificado de participação dos cidadãos sobre as decisões na administração pública; 2 – Movimento ambientalista contra a construção do Parque Dono Lindu em Boa Viagem, que busca preservar áreas verdes da cidade tendo como argumentos fenômenos atuais como o aquecimento global; 3 – Grupos de comunidades carentes baseados na Economia Solidária, projeto de sobrevivência coletiva que busca torna o cidadão um ser autônomo afastando-o da criminalidade e da miséria; 4 – Grupos relacionados à evolução dos movimentos urbanos, podemos citar os pichadores que através da profissionalização tornaram-se artistas urbanos chamados hoje de grafiteiros.

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