CASTELL, Manuel. O poder da identidade. 5. ed. São Paulo: Paz e terra, 1999. (A era da informação: economia, sociedade e cultura; v. 2)

Neste capitulo do livro de Castells, o poder da identidade, expressa como a sociedade vem perdendo sua identidade coletiva, tendo como exemplo o racismo nos Estados Unidos na década de 1990. Para romper essas barreiras e trazer o bem estar para essa sociedade o autor propõe a criação de uma identidade cultural. Diante do debate do desaparecimento da comunidade, encontra resistencia pela socialização e integração pelas comunidades locais, que se caracterizam pela forte identidade territorial. Acrescentado que “é necessário um processo de mobilização social, isto é, as pessoas precisam participar de movimentos urbanos[...], pelos quais são revelados e defendidos interesses em comum”(CASTELL, 1999). Para se chegar nesta perspectiva deve-se a três conjuntos de metas: a) necessidades urbanas de condição a vida e consumo coletivo; b) afirmação da identidade cultural local; c)conquista de autonomia política local e participação na qualidade de cidadão. Para estas comunidades depois das conquistas e produção de significados, a memória coletiva da comunidade representa a importância de lembranças dos movimentos em uma determinada comunidade, mesmo depois de seu periodo de duração. Na atualidade, o autor divide os movimentos urbanos em 4 grandes grupos que podemos contextualizar com a realidade da cidade do Recife: 1- Orçamento participativo, onde o governo local atua, direta ou indiretamente num sistema diversificado de participação dos cidadãos sobre as decisões na administração pública; 2 – Movimento ambientalista contra a construção do Parque Dono Lindu em Boa Viagem, que busca preservar áreas verdes da cidade tendo como argumentos fenômenos atuais como o aquecimento global; 3 – Grupos de comunidades carentes baseados na Economia Solidária, projeto de sobrevivência coletiva que busca torna o cidadão um ser autônomo afastando-o da criminalidade e da miséria; 4 – Grupos relacionados à evolução dos movimentos urbanos, podemos citar os pichadores que através da profissionalização tornaram-se artistas urbanos chamados hoje de grafiteiros.

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